Monday, August 09, 2004

Acerca de ladrões...

Uma mensagem que a organização da MCP (Minho Campus Party) enviou para todos os participantes, e que gostaria de partilhar convosco:


"Sorri, ainda que o teu sorriso seja triste. Porque mais triste do que o teu sorriso triste é a tristeza de ser apanhado por uma câmara de vigilância."


Portanto quando virem aquele CD que tanto querem, ou a aquela t-shirt linda numa loja, antes de roubarem, sorriam... assim parecerão ladrões simpáticos... :D
PS: estou só a brincar porque o assunto até é sério, mas devemos sempre rir mesmo quando falamos de assunto sérios. Portanto, :D

Friday, August 06, 2004

What shall we do now?


What shall we use to fill the empty spaces
Where waves of hunger roar?
Shall we set out across the sea of faces
In search of more and more applause?
Shall we buy a new guitar?
Shall we drive a more powerful car?
Shall we work straight through the night?
Shall we get into fights?
Leave the lights on?
Drop bombs?
Do tours of the east?
Contract diseases?
Bury bones?
Break up homes?
Send flowers by phone?
Take to drink?
Go to shrinks?
Give up meat?
Rarely sleep?
Keep people as pets?
Train dogs?
Race rats?
Fill the attic with cash?
Bury treasure?
Store up leisure?
But never relax at all
With our backs to the wall.


Roger Waters, What shall we do now?

Esta letra foi escrita em 1979 para o álbum The Wall dos Pink Floyd.
Apesar de já ter quase 30 anos (ok, pode não ser tão velho quanto isso...), esta música, agora mais do que nunca, ainda é actual. São reflectidos, em poucas linhas, factos como a guerra, o vazio moral onde caímos, a não aceitação do nosso semelhante, procura de falsos valores, como o dinheiro, idolatração, etc.
Não será a sociedade apenas um muro onde cada um de nós é um tijolo, todos diferentes mas todos iguais, onde a procura rápida de prazer é uma constante e onde nunca estamos satisfeitos? Seremos responsáveis pela mudança, ou pelo menos tentar? Ou mudo só eu, com o meu muro, onde sou intocável e imáculo?

Sunday, August 01, 2004

Coisas que nos unem

Após uma prolongada ausência voltei. Estou na Minho Campus Party 2004 e as portas estão prestes a fechar-se. Cerca de 1500 pessoas rodeam-me. "O meu computador não têm net!", "Eu tenho net, mas não consigo jogar com os meu colegas!", "A net 'tá lenta!", foram os queixumes mais frequentes. Como não sou um grande informático, e não conheço metade do sistema de rede aqui instalado, a alguns digo "Vou falar com o responsável." e a outros, felizmente, lá consigo resolver o problema.
É interessante notar como um máquina com menos de 50 anos, pelo menos como a conhecemos, pode unir tanta gente e criar um ambiente como o que se sente neste momento. A informática tornou-se algo como a música ou o cinema, uma paixão. No entanto é ciência...
Ouvimos sempre que era melhor estar na praia, mas calor aqui é o que não falta (cerca de 2000 máquinas e 1500 pessoas a expirar ar quente... ufff...), assim como tempo. E como temos tempo para tudo, chegará o de ir apanhar um escaldão, assim como chegou o de aproveitar uma oportunidade como esta onde podemos falar com pessoas que têem diferentes experiências de vida, onde nós próprios ganhamos mais uma experiência. E assim construímo-nos como pessoas.
E agora se me dão licença, tenho de ir trabalhar, porque a união também dá trabalho.