Thursday, October 21, 2004

Farpas

Tuesday, October 05, 2004

Green Acres

Celebridade, nf Qualidade do que é célebre; notoriedade; fama; renome; pessoa célebre; notabilidade; coisa célebre.


Célebre, adj. (unif.) Que tem grande fama; muito notório; (fam.) excêntrico; esquisito (Superlativo: celebríssimo e [erud.] celebérrimo).


in Grande Dicionário Enciclopédico Verbo

Green Acres foi uma série dos anos 60 onde um casal de Nova Iorque decide mudar de vida, e como tal vão viver para o campo. Ele, um advogado, e ela, uma senhora do jet 7, queriam levar uma vida mais pacata, mas vão parar a uma terra onde tudo de estranho acontece. Apesar da sua intenção, não conseguem viver como tal. Isso nota-se em tudo, desde a maneira de agir até ao vestir (deliciosas cenas onde vão para o campo apanhar milho de fato e gravata :D ).

Após estes dois pontos vamos ao que interessa e ao que me trás aqui: Quinta das Celebridades, ou como eu prefiro Quinta das "Celebridades", pois cada uma era mais desconhecida que a outra (excepção à rã Castelo Branco, à vaquinha Cinha, ao touro Avelino, e a mais um ou dois). Algumas das pérolas que eu recolhi durante o visionamento do programa (sim, eu tenho mais que fazer na minha vida, mas tinha que ser... :P):

  • Ficamos todos a saber que o cão do Castelo Branco é visconde e chama-se Óscar. Senti-me reduzido... e não foi pelo facto de se chamar Óscar.

  • "Desiquilíbrios são outros."; Zézinho em relação aos seus sonhos. Porventura alguém viu algum desisílibrio nele? :P

  • "Como tudo o que aparecer pela frente."; Alexandre Frota acerca da sua alcunha de pitbull. De referir que José Castelo Branco esboçou um grande sorriso... e a partir daí nunca mais largou o brasileiro.

  • "[...] havia algumas vacas, e voltei a encontrar algumas já aqui em Lisboa."; Cinha Jardim quando falou sobre a sua infância numa quinta em Moçambique, e maravilhada por se ter reencontrado em Lisboa muitos anos depois.

  • "Palácio presidencial? Quem sabe daqui a uns anos..."; Cinha, a mostrar a faceta reencontrada em Lisboa.

  • Existe um grande prado na quinta. Cinha já não passa fome! Urrrrrrrrraaaaaa!!!

  • Castelinho começa a treinar para lavar a roupa suja, quando começa atacar Herman José, devido a este ter chamado pindéricos às "celebridades". Ouvi o Herman dizer algo de jeito?

  • Novamente, Zé Branco diz ter ficado admirado com os vegetais, especialmente os feijões, que viu no mercado do Bolhão. Devia pensar que os feijoeiros davam latas...

  • "Quero viver com outros animais."; Fátima Preto

  • "Que giro!!!"; o inestimável Zé a referir-se ao engenheiro agrónomo José Sassetti, que os vai acompanhar nas tarefas da quinta.

  • "O pato é carnívoro, porque é carne."; Paula Coelho, a menina que apresentava as notícias enquanto se despia.

  • "Meu Deus, mas eu vou precisar do meu cabeleireiro!"; who else, "White Castle" in is best...


Realmente, onde é que estamos? A ficção tornou-se mesmo realidade. Uma série que eu pensava que iria ser sempre uma ficção, tornou-se realidade. Vamos ver pessoas a trabalhar, espero eu, arduamente, com roupas de 100 contos, ou mais, a queixarem-se de a água ser fria, quando podiam aquecê-la no fogão, e a fazer concorrência no cheiro exalado. Cheiro esse que não é físico, mas que é bastante desagradável...
Andy Warhol tinha razão quando disse que todos iriamos ter os nossos 15 minutos de fama. E isso está a acontecer. Vemos durante 3 horas peidos e arrotos (desculpem os termos) de "celebridades", além de muita arrogância, egoísmo e narcisísmo. Como se não bastasse receberem uma choruda quantia por lá estarem a passar umas férias, ainda reclamam que são mal tratados. Imaginem, mal tratados. Que eu saiba foram para lá voluntários, mas nunca se sabe...
Espero que com esta experiência fiquem a saber o que é ter uma vida séria e digna.

Nota da redacção: durante todo o programa senti grandes vómitos e muitas cólicas, portanto sugiro-vos que não vejam o programa se não quiserem ter alguma sensação desagradável.